
O Livro do Palácio do Grilo
Prefácio, páginas do Caderno Mágico, ilustrações, fotografias e histórico — l’ouvrage intégral, page après page.
Histórico

Histórico
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Fachada Norte da Sala dos Óculos com 3 vãos de porta que abrem sobre o jardim,
Jardim a nascente para a fachada do corpo central rematado por balaustrada e cornija
encimados pelos óculos envidraçados e decorados por grinaldas de caixilharia raiada em teia de aranha, uma junção de diferentes elementos dos estilos euro-
saliente em cantaria que integra a Sala dos Óculos.
peus setecentistas.
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O Palácio do Grilo, classificado como MIP (Monumento de Interesse Público) desde 2011 e também conhecido como Palácio dos Duques de Lafões, situa-se no gaveto da Rua do Grilo com a Calçada dos Duques de Lafões, elevando-se na freguesia do Beato em plena cidade de Lisboa. A estrutura de carácter imponente constitui um complexo arquitectónico setecentista de estilo predominantemente Neoclássico com inspirações barrocas e cuja construção está intimamente ligada a algumas contingências históricas que observaram o seu extenso processo de edificação.
Devido ao terramoto, o 1º duque de Lafões, D. Pedro de Bragança, viuse subitamente sem residência em Lisboa, em função da destruição completa desde a sua residência ao Carmo. Seria de pensar que se alojaria nesta sua quinta do Grilo, mas o facto é que D. Pedro se alojou em casas emprestadas pelo rei, incluíndo o Paço de Alcântara. Presumivelmente, isto deveu-se ao facto de o Palácio do Grilo se encontrar em obras. Em 1760 D. Pedro, uma figura de primeiro plano no panorama português setecentista, cai em desgraça e é expulso da Corte pelo rei D. José I após recusar-se a iluminar a sua casa para o casamento do infante D. Pedro, anos depois de se ter visto envolvido num desentendimento com o seu tio, o rei D. João V. Porém, até 1760, data em que foi expulso da corte, o seu poder e a sua emergência como uma personalidade de peso no panorama da época foram sendo consolidados ao longo dos anos, sendo a última figura a ser afastada pelo Marquês de Pombal na sua corrida para a exclusividade ao poder. D. Pedro Henriques de Bragança, 1º Duque de Lafões, retirou-se para a sua Quinta da Granja em Alpriate, Vila Franca de Xira, e faleceu cerca de um ano depois em 1761.
História
O Palácio do Grilo ergue-se sobre uma construção palaciana préexistente localizada na quinta do Grilo e que pertenceu em tempos a D. António de Mascarenhas. Esta quinta tratava-se de uma propriedade vastíssima que subia a encosta em declive acentuado, hoje conhecida como Calçada dos Duques de Lafões. Como relatam José Sarmento de Matos e Jorge Ferreira Paulo em Caminhos do Oriente - Guia Histórico (Lisboa, Livros Horizonte, 1999) D. António de Mascarenhas ofereceu, por sua vez, a sua filha primogénita em dote a D. Henrique de Sousa Tavares, 1.º Marquês de Arronches. Mais tarde, a bisneta e única herdeira deste casal casou com D. Miguel de Bragança, filho bastardo do rei D. Pedro II e, logo, meio-irmão de D. João V, o futuro rei e que muito estimava a D. Miguel segundo os relatos disponíveis. Assim, ao nascimento do primogénito de D.Miguel de Bragança e D. Luísa Casimira de Sousa Nassau e Ligne, de seu nome D. Pedro Henrique de Bragança, o rei D. João V consagrou o título de 1º Duque de Lafões no dia do seu baptizado. Foi assim, portanto, que os duques de Lafões herdaram esta quinta incluída no imenso património da Casa de Arronches.
Aquando do regresso a Portugal em 1779 do seu célebre irmão e 2º Duque de Lafões, D. João Carlos de Bragança, o palácio já estaria habitável, uma vez que as notas históricas revelam que a Sala da Academia foi o local de reuniões que por sua vez estiveram na génese da Academia Real de Ciências de Lisboa. Terá sido por esta altura que foi igualmente concluída uma parte importante do corpo sul, construída sobre a quinta anterior.
Contudo, presume-se que apenas sob a observância da 3ª Duquesa de Lafões já na primeira metade do século XIX é que a grande “Sala dos Óculos” tenha sido concluída.
Tanque em forma de concha com uma escultura de jovens tritões em pedra situa-
do no primeiro patamar do jardim.
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Se não é possível conhecer a data exacta da estrutura palaciana pré-existente na Quinta, através da leitura da planta inicial é possível compreender no projecto a edificação que já se encontrava presente à data de início das obras.
Finalmente, a norte do pátio central erguia-se um novo corpo, marcadamente complexo na sua articulação. Para trás, sobre os jardins dispostos em cascata pela encosta, abria-se um imenso salão de invulgares dimensões em Portugal e que se exaltava de forma expressiva na economia do todo. Ao mesmo nível e ligado ao supramencionado salão, dispunha-se uma outra divisão de vasta amplitude, cuja marcação na planta parece sugerir destinar-se a uma biblioteca.
Antecedente
Tratava-se pois de uma estrutura em L, tendo o seu corpo maior disposto no sentido norte-sul, vertical ao rio Tejo, enquanto o seu corpo menor se encontrava por sua vez virado para o rio, assim como para a via pública. No interior deste L resguardava-se um pátio, fechado por outras construções mais modestas. Este pátio encontrava-se ao nível superior da rua e era acessível através de uma rampa que passava por baixo do corpo mais curto do L. A parte principal deste palácio, corpo maior do L é, ainda hoje, sensível no conjunto existente formado na ala virada a poente. Foi o seu caráter antigo em nada disfarçado que certamente levou José Augusto França a referir-se e bem ao seiscentismo das fachadas (A Arte em Portugal no Século XIX, vol. 1, pág. 167).
Pela simples leitura da planta inicial para o projecto de renovação do edifício é possível perceber que este palácio pouco tem a ver com a tradição aristocrática portuguesa. Ao contrário da tradição dos palácios lisboetas, o projecto do Grilo compõe-se de uma complexidade erudita, característico de quem estava habituado a manusear a arquitectura como um teorizável exercício de estilo e a quem as grandes construções palacianas se iam estendendo pela Europa.
Este carácter inédito é bem acentuado pela confrontação dos alçados. É uma arquitectura em extremo erudita e bem familiarizada com um certo ecletismo estético na altura dominante no continente europeu, onde a revalorização dos valores clássicos em que o barroco assentava era temperada por pontuais arrebiques formais, que conferem elegância ao resultado final.
Da estrutura anterior manteve-se na planta o grande corpo anterior incluindo a divisão interna ao nível do andar nobre. O corpo sobre a rua era duplicado formando uma fachada de 11 aberturas divididas em 2 pisos: o térreo e o nobre. Manteve-se igualmente o pátio ao nível superior com dimensões bastante semelhantes, corrigindo apenas para manter as simetrias. Contudo, a rampa que antes dava acesso desde a rua viria a desaparecer. No piso térreo da fachada era proposto um átrio nobre, do qual nascia uma escadaria simplificada que por sua vez viria a conduzir a um grande salão aberto sobre esse mesmo pátio.
Temos assim um edifício que se adapta brilhantemente à topografia, subindo a encosta com exemplar aproveitamento dessas alterações de ritmo. O seu autor joga primorosamente com as diferenças de gosto definindo várias fachadas sucessivas - todas diferentes - mas cada uma afirmando uma forte unidade estética em diálogo ambiguo entre si. Respira-se assim um manifesto cenografismo que se vai desvendando à medida que se percorre o complexo, percebendo o requinte subtil que se impõe como programa do conjunto.
Anascente era proposto outro corpo simetricamente disposto ao já existente. Aproveitando com mestria o declive, por ele se podia entrar directamente para o pátio através de uma rampa que hoje conhecemos pelo nome de Calçada do Duque de Lafões.
1- Fachada Poente do Palácio do Grilo de estilo arquitetónico barroco. Salão com cinco aberturas de frente para um grande jardim. 2- Fachada Norte do Palácio do Grilo de estilo arquitetónico barroco. Edifício aberto ao centro sobre o pátio da calçada. 3 - Planta antiga da área do Palácio do Grilo.
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O Palácio Lafões ocupa uma área relativamente grande, limitada a Sul pela Rua do Grilo, a Nascente pela Calçada do Duque de Lafões, a Norte pelo jardim, e a Poente pelas instalações da Manutenção Militar, que foram antigo jardim e hortas. Apresenta em planta um aspecto aparentemente confuso, mas o corpo primitivo, sobre a antiga estrada, a Poente, é nitidamente regular.
Arquitectura residencial, pombalina neoclássica. Palácio urbano de planta quadrangular irregular, composta, no piso térreo em U e, nos pisos superiores por dois corpos rectangulares formando um L tendo o seu corpo maior disposto no sentido Norte- Sul e no interior deste L um pátio a nível superior ao da rua, fechado por construções modestas, e possuindo jardim em cota sobrelevada na fachada posterior. Fachada principal inacabada. Capela palaciana, de planta rectangular com arco triunfal de cantaria, dividindo a meio o espaço; retábulo da segunda metade do século XVIII, de talha dourada e policromada com marmoreados. Salas e pequenas divisões ricamente decoradas ostentando lambris de azulejos e pintura de estilo rococó e neoclássica ornamental de temática alegórica nos tectos. Antiga quinta de veraneio com projecto de edifício palaciano de grandes dimensões, pátio, jardins e alameda caso tivesse sido completado; a sua actual planta, apenas corresponde a metade do projecto desenhado. Das quatro fachadas apenas a posterior, a Norte, se encontra concluída.
Características De facto, é perceptível que até um determinado momento se procurou seguir a edificação do complexo com grande fidelidade ao projecto original. No entanto, é na passagem para o século XIX que se abandona a ideia de completar o palácio cujo recinto começa a ser subdividido tendo em vista a sua rentabilização. Com efeito, na última década do século XIX entre 1892 e 1893 o corpo da frente do palácio tinha sido adaptado e transformado em prédio de rendimento.
Presume-se que em 1911 já estivesse concluído o corpo baixo construído para o Norte do palácio, e que aparentemente continua o soco do palácio ainda que a linguagem arquitectónica seja bastante diferente, contemplando um carácter muito menos nobre.
Apesar de inacabado o seu exterior não sofreu alterações de fundo em relação ao projecto inicial (sendo possível a sua conclusão sem grandes alterações ou pastiches). O projecto inicial desenvolvia-se em três plataformas que se interligam sobre um terreno em declive. Sobre a rua (voltada ao rio) fachada de dois pisos de características neoclássicas. No plano superior, pátio com fachada a Norte mais elaborada. Em terreno mais elevado, a fachada Norte voltada sobre os jardins com elementos mais barrocos. São notáveis os seus interiores, quer pela sua decoração, nomeadamente pelas pinturas murais de autoria de Cirilo Wolkmar Machado, diversas portadas pintadas com grinaldas de flores e um conjunto de azulejaria do século XVIII e XIX, bem como o seu recheio artístico e mobiliário com algumas peças históricas ao nível da pintura de retrato do século XVIII e XIX.
Acobertura em terraço deste corpo evidencia uma forte presença na zona e é visível a partir dos pisos elevados de todos os edifícios próximos. Durante o século XX, este corpo baixo e o que se oculta por trás de parte do soco antigo de pedra foram objecto de diversos projectos de adaptação cinema, agências bancárias, instalações de bombeiros, comércios diversos, etc…(Monumentos, 2016)
Este corpo térreo, construído no início do século XX e objecto de diversas alterações, integra estruturas de abobadilhas apoiadas sobre a estrutura metálica e obedece a uma métrica regular cuja estrutura principal é constituída por paredes estruturais de alvenaria e pilares de ferro fundido suportando vigas metálicas. Descrição:
Fachada sul do piso térreo com emblemática porta dupla em madeira pintada
com remate em cantaria e encimada por cornija saliente.
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Anorte da fachada posterior estende-se em rampa ascendente um jardim formal de planta rectangular constituído por três patamares, sendo o primeiro junto à fachada caracterizando-se por talões retangulares de bucho com corredor central que termina num tanque com forma de concha cujo motivo central se traduz num grupo escultórico em pedra representando jovens tritões sob concha rematado com Ganimedes e a Águia Júpiter; o segundo patamar repete o mesmo esquema terminando num terceiro com placa central de cimento (onde outrora existira um tanque central); de ambos os lados corre paralelo caminhos largos, cobertos em parte, com latada. Na planta levantada por Filipe Folque, pode-se observar a verdadeira dimensão do jardim original que se estendia muito para além do caminho-de-ferro que cortara a propriedade a meio. Do lado da atual Manutenção Militar estendia-se um outro jardim formal de grande dimensão com hortas e canteiros e um enorme terreiro circular destruído pela passagem da linha-férrea.
ro, colocado numa meia rotunda que abre sobre a Calçada do Duque de Lafões; ao fundo, a fachada voltada a nascente apresenta cinco portas com cinco janelas superiores rectangular com caixilhos de madeira pintada e no telhado quatro águas furtadas; na fachada voltada a sul apresenta sete portas, no piso térreo, sendo a central de acesso à escadaria (ladeada por dois candeeiros de braços) e a do lado direito, de acesso à capela; nos pisos superiores, sete janelas e, no telhado, sete águas furtadas; para nascente, volume correspondendo a ala interrompida, com quatro janelas superiores e um arco de passagem para uma rampa de ligação ao jardim; no terraço fronteiro diversas clarabóias dos estabelecimentos do piso inferior e alguns plintos de pedra com vasos.
Estruturas
Oacesso ao INTERIOR faz-se pela escadaria de dezoito lanços em pedra e revestida por lambrins de azulejos, do final do século XVII, em azul e branco representando cenas galantes e mitológicas (Diana e Actião); no patamar superior, três portas, com panos de armar em veludo carmim com brasões, encimadas com painéis de azulejos, em azul e branco, do século XIX, recortados com os brasões heráldicos das Casas de Lafões, Cadaval e Marialva;
Complexo
Planta composta em L, volumes articulados e coberturas diferenciadas. Distinguindo-se a S. um único corpo, que se apresenta organizado em 3 andares. Ao nível do piso térreo, revestido com placagem de cantaria, distinguem-se as 3 portas das primitivas cocheiras, enquanto no andar nobre se reconhecem 4 janelas de sacada com varões de nós e encimadas por cornijas salientes e no último andar 4 janelas de peito de emolduramento simples. Um segundo corpo desenvolve-se a Este, com um só piso, apresenta-se guarnecido superiormente por balaustrada. No alçado posterior Norte, virado ao jardim e rematado por balaustrada, distingue-se um corpo central - animado por 3 portas em arco de volta redonda encimadas por igual número de óculos envidraçados e decorados por grinaldas - e 2 corpos laterais, separados por pilastras, cada um com uma porta decorada com grinalda na sobreverga encimada por janela de peitoril. Na continuação para Oeste e fazendo ângulo recto recuado fachada de quatro vãos de cujo patim desce uma pequena escadaria para uma faixa de jardim. O acesso às fachadas sul e nascente faz-se através de um portão, de chapa de fer-
Sala de Jantar E nela, o chão de tijoleira, primitivo; um rodapé de azulejos setecentistas; o tecto e as paredes lisas ( após os restauros); retratos de personalidades de família e um de Isabel de Farnese;
A Sala de Estar Restaurada em meados do século XX, com pilastras caneladas de ordem dórica, embebidas nas paredes; os vãos das paredes forradas de seda; um grande vaso de mármore italiano num nicho ao topo; retratos de D. Pedro II e D. João V. Na ala primitiva, Poente, a um plano mais inferior, as salas, acusando a passagem do tempo, têm sido mais poupadas a restauros:
O Átrio, ou Sala de Entrada Que abre do fundo do pátio, e nela o tecto, de estuque (restaurado) liso, com ovaqs lisos; a guarnição superior das paredes, com pinturas de grinaldas suspensas; silhares de azulejos polícromos, D. Maria I, no tipo dos da basílica da Estrela; chão de tejoleira;
Pormenor da mestria de alvenaria mista ilustrando o estilo neoclássico com ins-
pirações barrocas que caracterizam o Palácio.
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Capela do Palácio do Grilo com vista para o exterior, na qual se destaca o varadim
Manípulo em talha dourada, situado na capela, com estrela de oito pontas e detalhe floral no topo, possivelmente fruto da erudição eclética de D. Pedro Henrique de Bra-
em forma de ferradura.
gança.
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Salão ou Sala Dos Óculos
paredes e tecto de estuque pintado com decoração policroma, de final do século XVIII, com fundos brancos e profusamente preenchidos de flores, putti, pássaros e festões com instrumentos musicais; no tecto, representa-se, num grande oval central, uma figura alada feminina com atributos ligados à ciência e às artes e nas paredes do lado Oeste, entre vãos, duas pinturas em nicho representando alegorias às artes; na parede oposta uma grande pintura mural, com cercadura em arco, representando uma alegoria à música com figura feminina tocando harpa e rodeada de diversas crianças tocando outros instrumentos musicais ou representando tragédias, numa paisagem com templete e estátua de Mercúrio.
Acessível através da porta central, de planta quadrada (originalmente rectangular) com dez vãos de porta sendo que três, a Norte, abrem sobre o jardim, três a Sul, de acesso às dependências e os dois pares no eixo Este-Oeste abrem para as duas salas que no século XIX foram criadas; sob os vãos óculos ovais verticais com caixilharia raiada em teia-dearanha; a sala apresenta pavimento de madeira e as paredes estucadas e pintadas com frisos em tons de amarelo e verde; a sala contígua, a Este, comunica com um átrio, cujo pavimento em tijoleira apresenta um curioso desenho de cinta e losangos em azulejo marmoreado a rosa, dá acesso à zona residencial superior e ao jardim; da sala contígua a Oeste, acede-se por escadaria descendente ao piso situado a nível do pátio central onde se distribuem salas pertencentes ao edifício original; passando o átrio da escadaria, encontra-se sala de passagem de acesso lateral à capela.
Sala Chinesa Planta quadrada com pavimento de madeira apresenta cinco vãos e paredes em estuque com pinturas de estilo neoclássico representando camafeus, figuras femininas em cercaduras, grinaldas de flores e festões com aves e diversos objectos separadas por pilastas desenhadas; no fundo da sala, oposto à janela voltada ao jardim, espelho rectangular vertical emoldurado por pintura e ladeado por duas portas (uma delas convertida em armário) envidraçadas e rematadas por pintura com ovais.
Capela De planta rectangular com arco triunfal de cantaria, dividindo a meio o espaço; no piso térreo quatro portas (duas na capela-mor, duas na nave), em talha dourada, com portadas de madeira recortada, com verga superior ostentando relevo representando a coroa ducal cruzada por um ramo de carvalho e uma palma; no piso superior varandim em forma de ferradura, com balaustrada em ferro forjado correndo a toda a volta do espaço, suportado por mísulas; na capela-mor retábulo da segunda metade do século XVIII, de talha dourada e policromada com marmoreados imitando malaquite, docel sobre o nicho do trono eucarístico; sobe a banquete de altar sacrário em talha dourada.
Sala De Vénus Planta rectangular com pavimento de madeira, seis vãos com portadas pintadas com flores, paredes de estuque pintado com delicada pintura ornamental, tecto com grande oval central com pintura rodeada de cercadura representando Vénus emergindo das águas e apoiada em dois tritões. A sala contígua apresenta guarnição superior das paredes com pinturas de grinaldas suspensas, silhares de azulejos policromos de estilo rococó e neoclássico de composição ornamental. A sul desta sala, situa-se a escadaria que dá acesso a zona residencial de quartos e instalações sanitárias, cujos quartos apresentando silhares de azulejos idênticos ao piso térreo. Numa sala de jantar, junto à escadaria, de planta quadrada observa-se lareira de pedra e os cantos cortados com armários com portadas em vidro dando à divisão uma forma oitavada com decoração de estilo neoclássica (redecorada em meados do século XX).
Sala Do Duque De planta rectangular com pavimento de madeira e porta decorada com pintura perspectivada; o tecto apresenta pinturas ornamentais de festões, grinaldas e, sobre as portas de comunicação, frontões com putti.
Sala Da Academia De planta rectangular com oito vãos e pavimento de madeira apresenta
Capela-mor e nave divididas por um arco triunfal de cantaria.
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Sala dos Óculos com o seu pavimento em madeira de carvalho apresenta oito
Parede Este da Sala dos Óculos apresenta duas portas que abrem para a sala contígua
óculos emparelhados dispostos nas suas quatro paredes.
criada no século XIX e que comunica com um átrio.
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Sala de Vénus com acesso à Sala da Academia e ao varandim exterior. Sala da Academia com o seu amplo pavimento revestido em madeira de carvalho e
pau-santo, destacando-se o fresco em grande oval no teto.
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As estruturas de construção que integram o complexo arquitectónico atual do Palácio do Grilo é constituído pelo somatório das intervenções efetuadas ao longo dos anos.
Recentemente, Helder Carita (2015), vem relacionar José Manuel de Carvalho e Negreiros com o edifício tendo-o como “arquitecto de uma certa aristocracia Lisboeta”, devido aos seus projectos para o Palácio do Marquês do Louriçal e da Quinta do Marquês de Angeja.
1851 - falece no palácio a 3ª duquesa de Lafões D. Ana Maria José Carlota de Bragança e Ligne de Sousa Tavares Mascarenhas da Silva;
donça», por compra directa, um lote de desenhos (plantas e alçados), atribuídos a Eugénio dos Santos, alguns dos quais por ele assinados, entre esses projectos encontra-se um conjunto de Planos, Alçados ou Prospectos, e Cortes ou «Espacatos» respeitante à ampliação do Palácio dos Duques de Lafões, encomendados pelo 1.º Duque de Lafões, D. Pedro Henrique de Bragança;
1886 - sendo proprietário D. Caetano Segismundo de Bragança e Ligne de Sousa Tavares Mascarenhas da Silva, 4º duque de Lafões (1846 - 1927), tem início um processo de subdivisão da propriedade edificada e terrenos envolventes, para fins de arrendamento e exploração comercial e industrial;
1. O corpo palaciano ainda habitado pela família ou que fazia parte do projecto original (anterior à última década do século XIX);
Cronologia
Séc. XVII, 1ª metade - a Quinta do Grilo pertencia a D. António Mascarenhas (c.1610-1654); meados - a Quinta do Grilo é vinculada e dada em dote a D. Mariana de Castro (1630-?) pelo casamento com Henrique de Sousa Tavares, 3º Conde de Miranda e 1º Marquês de Arronches (1626-1706);
1978 - início do processo de classificação pela DGPC;
2. O prédio de rendimento composto por 12 frações independentes e loja com entrada pela Rua do Grilo;
1886 - sendo proprietário D. Caetano Segismundo de Bragança e Ligne de Sousa Tavares Mascarenhas da Silva, 4º duque de Lafões (1846 - 1927), tem início um processo de subdivisão da propriedade edificada e terrenos envolventes, para fins de arrendamento e exploração comercial e industrial;
1985 - estudo de aproveitamento dos terrenos para construção de novos edifícios realizado pelo arquitecto António de Sousa Ribeiro;
3. O edifício que usa o soco do palácio como fachada sobre a Rua do Grilo;
1991 - apresentação de nova proposta de construção de edifícios de rendimento apresentada pelo proprietário;
1715 - Luísa Casimira de Sousa Nassau e Ligne, 1ª duquesa de Lafões (1694-1729), filha de Mariana Luísa Francisca de Sousa Tavares Mascarenhas e Silva, 2ª marquesa de Arronches e Carlos José, príncipe de Ligne, casa com D. Miguel de Bragança (1669-1724), passando a quinta do Grilo para os duques de Lafões, onde já existia um palácio;
4. O edifício construído no início do século XX, na continuidade do soco do palácio;
1892 - O 4º Duque de Lafões dá início a um projecto de subdivisão de salas do palácio;
5. As dependências diversas que foram construídas ao longo dos anos;
2007, 05 fevereiro - Despacho de abertura do processo de classificação pelo vereador da cultura da CMLisboa, para classificação como Interesse Municipal;
1917 - início da actividade do cinema Cine Pátria, em parte do piso térreo do palácio e com acesso pelas portas nº 44 e 46 da R. do Grilo;
Autoria
Comumente atribuída a Eugénio dos Santos, existem dúvidas relativamente à autoria do capitão engenheiro com ofício de arquitecto - face ao grau de formação cosmopolita e erudita que estes desenhos pressupõem. José Sarmento de Matos e Jorge Ferreira Paulo levantam a hipótese de a autoria do projecto ser atribuída a Gian-Carlo Bibiena (Grilo, Palácio do in Dicionário da Arte Barroca em Portugal), o único arquitecto de formação então existente em Portugal bem como professor da Academia Clementina e que curiosamente faleceu no conturbado ano de 1760 para a família de Lafões.
2008, 17 agosto - proposta de abertura do processo de classificação de âmbito nacional, pela DRCLVTejo;
c. 1756 - início da edificação do palácio sobre parte pré-existente da quinta de veraneio (e incluida no novo projecto) por ordem de D. Pedro Henrique de Bragança e Ligne Sousa Tavares Mascarenhas da Silva, 1º Duque de Lafões (1718 - 1761); 1760 - Expulsão da corte do 1º duque de Lafões o que implica a paragem da primeira campanha de obras no palácio;
1932 - instalação da Companhia de Bombeiros Voluntários do Beato - Olivais, em parte do piso térreo; 1939 - campanha de obras de beneficiação, restaurando-se designadamente o tecto da denominada Sala dos Óculos;
2010, 19 Setembro - Despacho de abertura do processo de classificação pela sub-diretora do IGESPAR;
2011, 31 maio - parecer favorável relativo à classificação pelo Conselho Nacional de Cultura;
1946, - falecimento de D. Afonso de Bragança, 5º duque de Lafões e 8º marquês de Arronches, passando o palácio para a posse do primogénito dos seus 7 filhos, D. Lopo de Bragança (n. 1921);
2011, 28 novembro - projecto de decisão relativo à classificação como Monumento de Interesse Público e fixação da respectiva Zona Especial de Protecção do edifício, publicado em Anúncio 17543/2011, DR, 2. série, n.º 228;
1761 - morte do 1º duque de Lafões; 1779 - D. João Carlos de Bragança, 2º duque de Lafões (1719-1806), regressa a Portugal, continuando-se as obras no palácio de forma irregular; 1779 - têm lugar no palácio as primeiras sessões da Academia Real das Ciências, da qual o 2º duque de Lafões foi um dos fundadores;
1950 - o palácio é residência permanente dos 6º duques de Lafões e da duquesa viúva do 5º duque, D. Alice de Macedo;
Bibiena foi o arquitecto do rei, para quem desenhou o projecto inicial da Igreja da Memória, bem como a desaparecida Ópera do Tejo e a luxuosa Real Barraca da Ajuda. Além do eclestismo típico, professado na Academia de que foi discípulo e mestre, é o sentido cenográfico detectado no conjunto destes alçados que se revela como uma assinatura, naural em quem se criou no seio da mais célebre família de arquitectos cenógrafos da Europa do século XVIII.
2011, 06 dezembro - Declaração de retificação do número de polícia n.º 1879/2011, DR, 2.ª série, n.º 233;
1952 - alterações numa ala do palácio para transformação em apartamento privado de um dos proprietários;
1788 - tem lugar no palácio o casamento do 2º duque de Lafões com D. Henriqueta Maria Júlia de Lorena e Meneses, filha dos marqueses de Marialva; 1806 - morte do 2º Duque de Lafões no palácio do Grilo;
2020 - Início da revitalização do projeto de Dom Pedro de Bragança.
1966 - instalação de agência da Caixa Geral de Depósitos no nº48 da Rua do Grilo;
1977 - o Museu da Cidade (CML) adquire à leiloeira «Soares & Men-
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Pintura mural, situada na Sala da Academia, de alegoria à música contendo diver-
Centro do fresco em grande oval no teto da Sala da Academia, contendo representação alegórica de uma figura alada feminina olhando para o céu rodeada de elementos liga-
sas crianças com instrumentos musicais ou representando tragédias ao redor de
uma figura feminina tocando harpa.
dos à ciência e às artes, e segurando uma grinalda de Laurel na mão direita.
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D . Pedro Henrique de Bragança Sousa Tavares Mascarenhas da Silva (19 de Janeiro de 1718 — Granja de Alpriate, 26 de Junho de 1761), 1º Duque de Lafões, primogénito varão de D. Miguel de Bragança, Duque de Lafões, filho legitimado de D. Pedro II, e Luísa Antonia Casimira de Sousa Nassau e Ligne, foi um aristocrata, visionário e intelectual português do século XVIII que desempenhou o cargo de Regedor de Justiças. Profundamente devoto, constitui-se também como a força motriz e visão artística por detrás da primeira fase da edificação do Palácio do Grilo, facto este intimamente ligado a ser um dos dois mais fortes pretendentes à mão de D. Maria I, e portanto rei consorte de Portugal.
D. Pedro era também, além de educado em estudos Eclesiásticos, um homem de carácter profundamente religioso e de soberba espiritualidade, sendo que a história resgata a sua paixão através de inúmeros atos de caridade, e uma devoção à Fé com pouco ou nenhum semelhante em toda a aristocracia portuguesa.
Certa vez, passando na fila da esmola para os pobres, ao encontrar o que não poderia ser senão um homem com um aspecto de gelar os ossos, D. Pedro entregou-lhe a sua bolsa com tudo o que nela continha. Outra vez, mal chegou a Regedor de Justiças do reino, mandou não só vestir todos os prisioneiros que não tivessem mais que trapos esfarrapados por roupas do corpo, como que fossem pagas todas as suas dívidas, despendendo cerca de 12000 cruzados neste feito. Aquando do terramoto, D. Pedro não se poupou a esforços para ajudar a reedificar o caos que assoberbou Lisboa inteira e arredores de um só fôlego, tendo sido o Duque visto muitas vezes carregado de pás e enxadas empreendido na tarefa de enterrar os mortos e dar paz aos vivos.
D. Pedro Henrique de Bragança foi batizado a 17 de Fevereiro de 1718 no Palácio dos Duques de Lafões (ver: Palácio do Grilo) pelo Patriarca de Lisboa D. Tomás de Almeida. Presente na ocasião, esteve D. João V, seu tio e Padrinho, acompanhado dos Infantes D. António e D. Francisco. O então Secretário de Estado, Diogo Mendonça Corte Real, declarou que neste acto Sua Majestade o rei D. João V fez D. Pedro Henrique de Bragança Duque de Lafões, herdando posteriormente todos os Títulos, Ordens, e Propriedades por morte de seu pai. Educação
Sendo D. Pedro de Bragança um dos dois principais candidatos à mão de D. Maria I - juntamente com o Infante D. Pedro III - toda sua visão para a reedificação do Palácio do Grilo esteve sempre ligada a uma ideia de sonho, a uma certa fantasia arquitectónica de um reino onírico, tornada, em parte, real. Realidade esta possível apenas por uma mundivisão transversal a um erudito saber europeu e pouco conhecido na arquitectura portuguesa, assim como, em determinado momento, também a um desejo catártico de transpôr para a linguagem arquitectónica do Palácio uma dor muito singular, de alguém destinado a ser rei, mas impedido antes de mais por uma circunstância muito delimitadora: a perspectiva da morte.
D. Pedro Henrique de Bragança teve uma educação privilegiada em todos os aspectos do saber: nas Ciências, Belas-Artes, Humanidades e Artes Literárias, alcançando singulares progressos em todas elas, nomeadamente em Filosofia e Letras, razão pela qual o seu discurso e bem falar foram muitas vezes aplaudidos. Frei Jozé da Conceição acrescenta ainda que, mesmo em tenra idade, D. Pedro era já fascinado pelas Ciências e Matemáticas - que eram a sua grande paixão - e portanto se encontrava inúmeras tardes na sua Biblioteca debruçado sobre os grandes temas do Renascimento, elaborando plantas irregulares tanto de arquitectura civil como militar, divertindo-se em abrir os compassos, medindo o globo, assinalando lugares, tal era o fascínio pela lição dos mapas. Era também um poliglota, fluente nas Línguas Europeias e também nas principais línguas asiáticas. Erudito igualmente em História Sagrada e profana, tanto nacional como na de outros reinos, reunia desta forma um saber diversificado que lhe dava um mundo como terão conhecido poucos viajantes.
D. Pedro adoeceu fatalmente no ano a seguir ao terramoto, presumivelmente devido ao seu incansável esforço em reerguer Lisboa, regularmente carregando pás, enxadas, e corpos sem vida. Esteve doente por 4 anos antes de morrer, sendo que passou o último ano exilado do reino na sua Quinta de Alpriate, por se ter recusado a iluminar o seu Palácio por ocasião do casamento entre D. Pedro III e D. Maria I. O seu corpo jaz no Convento de Santa-Catarina de Ribamar.
Sala do Duque com mobiliário de estilo barroco que contém apontamentos de
inspirações rococó, e rodapé em mármore Travertino Nacional amarelo.
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Quadrifólio com quadrado centrado com fresco de alegoria mitológica onde se
Fresco de puti segurando floral e, ao centro, ilustração de camafeu na oval, situado na
podem observar duas figuras femininas, uma delas a segurar um malmequer.
Sala dos Telefones.
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Sala ricamente decorada com guarnição superior das paredes com pinturas de
Centro oval do teto situado na Sala de Vénus com uma pintura rococó evocando uma
composição ornamental ilustrando motivos florais de grinaldas suspensas.
temática mitológica.
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Retrato a óleo de D. João Carlos de Bragança e Ligne de Sousa Tavares Mascaren-
Quadro a óleo da 2ª Duquesa com o seu filho, o Duque de Miranda, situado na Sala de
has da Silva, situado na Sala de Vénus.
Vénus. Sanca pormonorizada com relevos de estuque em estilo neoclássico.
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Escadaria principal com azulejos azuis e brancos evocativos de temáticas de
Lambri de azulejos do final do século XVIII representando cena mitológica de Diana e
guerra, descobrimentos, e ilustrações de arquitetura neoclássica.
Acteon.
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Painel central do teto da Sala Chinesa com oval raiada em 28 faixas e decorada
Oteto da Sala com os seus silhares de estuque divide-se em oito painéis exibindo repre-
em pintura de frescos representando diversos objectos, como harpas, cântaros,
sentações delicadas de camafeus, motivos florais, e instrumentos musicais.
candelabros e grinaldas suspensas. Da oval desce o candeeiro que ilumina o
espaço.
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Guarnição superior das paredes com pinturas de grinaldas suspensas e porta com lintel encimado por uma ânfora ao centro. Ao fundo, uma sala de jantar adjacente
Ao fundo de um corredor comunicante pode observar-se uma das entradas que contém
no teto uma lanterna antiga, recentemente restaurada, em metal trabalhado.
à escadaria com um candelabro suspenso sobre a mesa.
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Detalhe de guarnição de porta exibindo um painel de motivos florais e ornamen-
Detalhe de guarnição de porta exibindo painel com motivos florais e ornamentos
tos barrocos em dourados sobre metal trabalhado.
barrocos em dourados sobre metal trabalhado.
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Enxalço da porta encimado por fresco representando cenas religiosas de temáti-
Primeiro lanço da Escada que dá acesso ao andar nobre amplamente iluminado por luz
ca Cristã. Observa-se a passagem que faz comunicação da Capela com a Escada
natural e lanterna ao centro.
através do Átrio.
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Credência em madeira pintada e trabalhada com aparelhamento em ferro e tam-
Nicho adossado na parede com pequeno armário envidraçado por janela de caixilharia
po de mármore, com conjunto de cerâmica chinesa. Por cima, pintura em tons pastel de tema e emolduramento simples. Por baixo, silhar em mármore amarelo
em madeira pintada, através do qual se pode observar conjunto de faianças portuguesas. À esquerda, sob a credência em talha dourada, um candeeiro com base de porcela-
nacional.
na Ming.
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Nicho na parede emoldurado por arco de volta perfeita com chave ao centro e
Parquet de madeira, e silhares em estuque trabalhado de baixo-relevo.
plinto adossado exibindo decoração neoclássica.
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Vista do escritório do Duque para fachada Norte através de janela com caixilharia
Lareira com emolduramento em cantaria de estilo neoclássico adossado na parede de
em madeira trabalhada.
estuque, situada na Sala da Música.
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Lambri de azulejos do final do século XVIII representando cena histórica figu-
Lambri de azulejos do final do século XVIII em azul e branco cena histórica figurando
rando duas mulheres com indumentária e adereços oitocentistas.
duas mulheres com indumentária e adereços oitocentistas.
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Depósito legal: Novembro de 2020
Edição 2020 Palácio do Grilo - L’Equerre
contact@palaciogrilo.com ISBN 978_989_33_1001_4
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